Tipos de fertilizante para plantação de couve
Tive a honra de participar deste projeto. Aprovado com louvor.
1 INTRODUÇÃO
A couve (Brassica oleracea var. acephala) é uma hortaliça
amplamente cultivada no Brasil, destacando-se não apenas por sua relevância na
alimentação, mas também por seu elevado valor nutricional, sendo uma fonte rica
de fibras, vitaminas e minerais essenciais. Originária da região litorânea do
Mediterrâneo, esta planta demonstra excelente adaptabilidade ao clima
brasileiro, e seu ciclo curto e sua crescente demanda de mercado, permite seu
cultivo durante grande parte do ano.
A couve (Brassica oleracea var. acephala), uma hortaliça
de grande importância nutricional e econômica amplamente cultivada no Brasil,
apresenta-se como uma cultura ideal para a aplicação desses conceitos. Apesar
disso, ainda há uma carência de estudos que avaliem comparativamente o impacto
de diferentes biofertilizantes sobre o crescimento e desenvolvimento dessa
cultura.
Contudo, o aumento da demanda por alimentos e as preocupações com os
efeitos ambientais associados ao uso de insumos químicos têm impulsionado a
procura por práticas agrícolas mais sustentáveis. A agroecologia, surgida na década de 1970 como uma resposta aos efeitos
adversos da Revolução Verde, promove um modelo de agricultura que integra a
conservação dos recursos naturais com a produtividade agrícola.
A crescente procura por alimentos saudáveis e sustentáveis tem
estimulado a adoção de técnicas agrícolas que reduzam o uso de produtos
químicos sintéticos, favorecendo a saúde do solo e das plantas. Neste contexto, a adubação orgânica e o uso
de biofertilizantes emergem como alternativas promissoras, que podem melhorar a
qualidade do solo e reduzir a dependência de fertilizantes químicos, sem
comprometer a produtividade. No entanto, a eficácia desses biofertilizantes
pode variar dependendo da combinação utilizada e das condições específicas de
cultivo.
Este estudo buscou
identificar a melhor prática para promover o crescimento saudável e produtivo
da couve, contribuindo para a construção de um conhecimento mais robusto e
aplicável às práticas agrícolas sustentáveis.
1.1 OBJETIVOS
1.1.1 Objetivo Geral
Avaliar os efeitos da adubação orgânica e do uso de diferentes biofertilizantes
no crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura da couve (Brassica
oleracea var. acephala).
1.1.2 Objetivos Específicos
·
Comparar
o crescimento vegetativo da couve entre os diferentes Tratamentos de
biofertilização;
·
Identificar
se algum esterco proporciona melhor desenvolvimento da couve;
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 A História e Importância
da Couve
A
couve (Brassica oleracea var. acephala) é uma espécie olerícola
pertencente à família das Brassicaceae. Caracteriza-se por ser uma planta bienal
e arbustiva, tolerante ao calor, o que permite o seu cultivo por vários meses
dos anos (FILGUEIRA apud SILVA, 2022, p. 1). A couve, também conhecida
como couve comum, é extremamente rica em nutrientes, destacando-se pela alta
concentração de fibras, cálcio, magnésio, manganês, fósforo, potássio e
vitaminas A, B1, B2, B3 e C (EMBRAPA, 2022).
Essa
verdura tem sua origem na região litorânea do Mediterrâneo e pertence à família
das brassicaceae, a mesma do repolho, brócolis, couve-flor e rabanete. Na Europa
e nos Estados Unidos, é mais comum o consumo da variedade de couve com folhas
crespas (EMBRAPA, 2022).
A couve é um alimento com
importante valor nutricional e funcional. Apresenta diferentes tipos de
minerais (cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, sódio e zinco); vitaminas
(tiamina, riboflavina, ácido fólico, niacina, vitaminas C, B6, A, E e K) e
lipídios (USDA, 2013).
Em
2017, o Brasil contava com 71.431 propriedades rurais cultivando couve, com
produção total de 343.127 toneladas, sendo a região sudeste a maior produtora,
com 31.428 produtores, 2.963,98 hectares e 280.331 toneladas produzidas, com
média de 9,0 toneladas por hectare (ha-1) (OTOBONI; OLIVEIRA;
VARGAS, 2019).
Segundo
dados com evidencias científicas disponibilizados pelo site Tua Saúde (2024), a
couve é um alimento que fortalece o sistema imunológico por ser rica em
vitamina C e vitaminas do complexo B, que melhoram a função das células de
defesa e combatem microrganismos. Além disso, devido ao seu baixo teor calórico
e alto teor de fibras, a couve auxilia na perda de peso, proporcionando
saciedade e controlando a fome. Suas fibras também regulam o intestino e
melhoram a flora intestinal. A presença de cálcio e fósforo contribui para a
saúde óssea, prevenindo condições como osteoporose. A couve também combate o
envelhecimento precoce devido aos antioxidantes e à vitamina C, que protege a
pele e estimula a produção de colágeno. Esses nutrientes, junto com compostos
bioativos como clorofila e polifenóis, ajudam a prevenir certos tipos de
câncer. Além disso, a couve reduz os níveis de colesterol, protege o fígado
graças ao kaempferol (flavonoide de ação antioxidante, anti-inflamatória e
hepatoprotetora), e, por seu teor de vitamina C, previne e trata a anemia ao
facilitar a absorção de ferro.
A
expansão da agropecuária no Brasil e as exigências do mercado consumidor por
uma produção mais sustentável têm direcionado as cadeias produtivas para o
aprimoramento do desempenho social, econômico e ambiental. Essa transformação é
quase uma metamorfose que passa de uma produção extensiva para sistemas
agrícolas mais sustentáveis, seguindo os requisitos da legislação ambiental
vigente e sem a perda de novas áreas naturais (EMBRAPA, 2021).
Segundo
Assis e Romeiro (2002), a agroecologia surgiu na década de 1970 como uma
ciência destinada a estabelecer uma base teórica para diferentes movimentos de
agricultura alternativa que estavam ganhando força devido aos sinais de
esgotamento da agricultura moderna. Embora o termo esteja associado a várias
correntes da agricultura alternativa, não deve ser confundido com uma prática
agrícola. Trata-se de uma ciência que busca compreender o funcionamento dos
agroecossistemas complexos, bem como as diversas interações que ocorrem nesses
sistemas, com o objetivo de conservar e ampliar a biodiversidade agrícola,
promovendo a autorregulação e, consequentemente, a sustentabilidade.
2.2 Cultura da Couve
A couve (brassica oleracea var. Acephala)
é uma das hortaliças mais cultivadas no brasil, amplamente utilizada na
culinária devido ao seu alto valor nutricional e sabor característico. Seu
cultivo é relativamente simples, adaptando-se bem a diferentes regiões do país.
Este capítulo detalha os principais aspectos do cultivo da couve, abordando
desde o preparo do solo até a comercialização.
·
Clima
e condições ideais
A couve se adapta a uma ampla faixa
climática, mas se desenvolve melhor em temperaturas entre 15°c e 25°c. Embora
tolere tanto calor quanto frio moderado, temperaturas muito altas podem
acelerar a floração, reduzindo a qualidade das folhas. A exposição ao sol pleno
é recomendada para um crescimento vigoroso, mas a hortaliça também pode se
desenvolver em meia-sombra.
·
Preparo
do solo
O solo ideal para o cultivo da couve
deve ser: Bem drenado, evitando o acúmulo excessivo de água; Rico em matéria
orgânica para garantir uma nutrição equilibrada; com ph entre 5,5 e 6,8,
necessitando de correção com calcário caso esteja muito ácido; Antes do
plantio, recomenda-se incorporar esterco curtido, compostagem ou adubo orgânico
ao solo.
·
Propagação
e plantio
A couve pode ser cultivada por sementes
ou por mudas. O plantio por sementes exige um viveiro ou sementeiras, onde as
mudas devem ser mantidas por cerca de 25 a 30 dias antes do transplante.
Espaçamento – sugere-se 40 cm entre
plantas e 60 cm entre linhas, permitindo um bom desenvolvimento das folhas. Em
cultivos comerciais, pode-se utilizar espaçamento maior para facilitar a
colheita mecanizada.
Realiza-se a adubação antes do plantio,
com o uso de adubo orgânico (esterco bovino, composto orgânico, farinha de
ossos) ou fertilizantes ricos em nitrogênio (n), essencial para o
desenvolvimento das folhas. Durante o cultivo, fazer reforços com húmus de
minhoca ou adubação química equilibrada (exemplo: npk 10-10-10).
·
Manejo
e cuidados
A irrigação deve ser frequente, mantendo
o solo sempre úmido, mas sem encharcar, recomendando-se a irrigação por
gotejamento, caso seja possível, pois evita desperdício de água e reduz a
incidência de doenças.
Alguns cuidados precisam ser tomados,
para realizar o controle de pragas e doenças, como lagartas, pulgões e
mosca-branca. Tais pragas podem ser controladas com bioinseticidas ou controle
manual. Doenças comuns são oídio e ferrugem. O manejo adequado da irrigação e
espaçamento correto ajudam a prevenir essas doenças. Além de utilizar a rotação
de culturas também para evitar o esgotamento do solo e a proliferação de
pragas.
·
Colheita
e comercialização
A colheita da couve pode começar entre
60 e 90 dias após o plantio, dependendo das condições climáticas e dos cuidados
tomados. Sendo realizada de forma escalonada, onde as folhas externas são
retiradas gradualmente, permitindo que a planta continue produzindo novas
folhas.
·
Benefícios
e sustentabilidade
A produção de couve pode ser altamente
sustentável se forem utilizadas práticas como: Adubação orgânica, evitando o
uso excessivo de fertilizantes sintéticos; Captação de água da chuva para
irrigação; Uso de bioinseticidas para controle de pragas.
A couve é uma hortaliça altamente
nutritiva, rica em fibras, cálcio, ferro e vitaminas A, C e K, contribuindo
para a saúde e bem-estar da população. Seu cultivo, quando bem manejado, pode
ser uma excelente fonte de renda para pequenos e médios produtores.
2.3 A Revolução Verde e suas Consequências Negativas
Iniciada nas décadas de 1940 e 1950, a Revolução Verde catalisou uma
série de transformações que foram significativas para a agricultura global.
Essas mudanças foram caracterizadas pelo processo de desenvolvimento,
implantação e disseminação de variedades de grãos resistentes ao ataque de
pragas e doenças, consequentemente, se tornando mais produtivas, o uso
intensificado de fertilizantes químicos e pesticidas, além da mecanização das
práticas agrícolas. Todos esses fatores culminaram no aumento da produtividade
mundial de alimentos, especificamente nos países em desenvolvimento como Índia,
México e Brasil. Em contrapartida ao seu papel crucial na prevenção de crises
alimentares, a Revolução Verde gerou impactos ambientais e sociais de tamanha
complexidade, que muitos destes se encontram até hoje presentes no cenário da
sociedade atual (SERRA et al., 2016).
Dentre as inúmeras consequências negativas da Revolução Verde, podemos
destacar a degradação do solo devido as práticas como a monocultura e a
intensificação do uso de maquinário pesado nas áreas agricultáveis, causando
esgotamento de nutrientes, desequilíbrio natural e a compactação do solo, a
contaminação dos recursos hídricos como rios, córregos e lençóis freáticos, e a
redução da biodiversidade decorrente do uso acentuado de insumos químicos (SERRA et al., 2016).
2.4 Agricultura Orgânica
A agricultura orgânica é um sistema de produção que busca utilizar de
forma racional os recursos naturais, empregando métodos de cultivos
tradicionais e as mais recentes tecnologias ecológicas (PENTEADO, 2003.)
A institucionalização da agricultura orgânica no mundo teve início em
1972, com a criação da IFOAM – Federação Internacional dos Movimentos de
Agricultura Orgânica e a publicação de suas primeiras normas, em 1978.
(FONSECA, 2009).
No Brasil, as práticas que seguiam os princípios da agricultura orgânica
foram desenvolvidas por técnicos, consumidores e organizações de produtores
desde a década de 70, e a discussão pela regulamentação da agricultura orgânica
teve-se início em 1994, para ser reconhecida no mês de maio de 1999 através da
publicação da Instrução Normativa nº 007/99, do MAPA (BRASIL, 1999).
Com a Lei 10.831 (BRASIL, 2003), publicada em dezembro de 2003, que se
foram definidas e estabelecidas as condições obrigatórias para a
comercialização e a produção de produtos oriundos da agricultura orgânica.
Em 2004, no mês de março, a Câmara Setorial de Agricultura Orgânica
(CSAO) foi criada como órgão de apoio e consulta as políticas do MAPA
(Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Teve suma importância
para que a Lei 10.831 fosse aprovada e regulamentada. Depois de passar pela
Casa Civil e pelos ministérios envolvidos, e após a aprovação das modificações
pela CSAO em agosto de 2007, o Decreto 6.323 foi publicado no Diário Oficial da
União em 28 de dezembro de 2007. As portarias e instruções normativas de cada
setor e atividade passaram por nova consulta pública em maio de 2008. Neste
mesmo ano, a CSAO passou a ser nomeada de Câmara Técnica da Agricultura
Orgânica (CTAO), onde houve inclusão e exclusão de membros, novos mandatos
foram iniciados (BRASIL, 2003).
Toda a tramitação para a regulamentação da agricultura orgânica no país
se encontra disponível no site do MAPA (www.agricultura.gov.br).
2.4.1 Biofertilizantes Líquidos e Organominerais
Biofertilizantes líquidos são produtos naturais obtidos da fermentação
de materiais orgânicos com água, na presença ou ausência de ar (processos
aeróbicos ou anaeróbicos). Podem possuir composição altamente complexa e
variável, dependendo do material empregado, contendo quase todos os macros e
micro elementos necessários à nutrição vegetal (SILVA et al., 2007).
A aplicação do biofertilizante nas plantações favorece a multiplicação
de micro-organismos, proporcionando saúde e vida ao solo. Além disso, os biofertilizantes
deixam a terra mais porosa, permitindo maior penetração do ar nas camadas mais
fundas até as raízes (BARROS, 2021).
Os biofertilizantes são fertilizantes líquidos obtidos por meio da
degradação de matéria orgânica (esterco de animais e/ou aves, ou restos de
vegetais) em condições aeróbicas e anaeróbicas em biodigestor. Também fornece
um resíduo sólido que pode será aplicado ao solo como fertilizante. Tem efeito
nutricional, fornece proteínas, enzimas, vitaminas, antibióticos naturais,
alcaloides, macro e micronutrientes. O biofertilizante ainda é utilizado como
defensivo natural, aumentando o vigor e a resistência da planta (PENTEADO,
2003).
O emprego de biofertilizantes também se apresenta como uma pratica
viável e de baixo custo, principalmente pelo fato da crescente procura por
novas tecnologias de produção que proporcionem redução de custos e preocupação
com a qualidade de vida no planeta. Os biofertilizantes são produtos preparados
a partir da digestão aeróbica ou anaeróbica de materiais orgânicos, utilizados
como adubo foliar, em substituição aos fertilizantes minerais (FERNANDES et
al., 2000).
De acordo com a legislação brasileira, os fertilizantes organominerais
são definidos como produtos que combinam um componente mineral com material orgânico.
Para que esses fertilizantes sejam classificados como organominerais, é
necessário que apresentem concentrações mínimas de nutrientes primários,
secundários ou micronutrientes, além de carbono orgânico. (CRUZ; PEREIRA;
FIGUEIREDO. 2017)
O Ministério da Agricultura (MAPA), por meio da Instrução Normativa nº
61/2020, regulamenta os teores mínimos de nutrientes nos fertilizantes
organominerais, sejam eles sólidos ou fluidos, destinados à aplicação no solo
ou via fertirrigação. Esses produtos devem atender aos seguintes parâmetros:
teor mínimo de 8% de carbono orgânico para fertilizantes sólidos e 3% para
fluidos; umidade máxima de 20% para produtos sólidos; e capacidade de troca de
cátions (CTC) mínima de 80 mmolc/kg para fertilizantes sólidos.
Os nutrientes presentes nas misturas dos fertilizantes organominerais
devem atender a valores mínimos específicos. Para misturas de macronutrientes
primários, o somatório dos nutrientes NPK, NP, NK ou PK deve ser de, no mínimo,
5%. No caso de misturas compostas exclusivamente por macronutrientes
secundários, como Ca + Mg + S, Ca + Mg, Ca + S ou Mg + S, o somatório desses
nutrientes deve atingir ao menos 3%. Quando se trata de misturas exclusivamente
de micronutrientes, o somatório de pelo menos dois desses elementos deve ser
de, no mínimo, 3%. Já para misturas que combinam macronutrientes secundários
com micronutrientes, o somatório dos nutrientes deve ser de, no mínimo, 5%. Por
fim, nos produtos que contenham um macronutriente primário em combinação com
macronutrientes secundários, micronutrientes ou ambos, o somatório dos
nutrientes deve alcançar pelo menos 5% (MAPA, 2020).
Adicionalmente, a Instrução Normativa classifica os fertilizantes
organominerais em duas categorias, de acordo com a origem de suas matérias-primas.
A Classe A inclui aqueles fertilizantes cuja matéria-prima provém de atividades
agropecuárias, extrativistas ou agroindustriais, isentas de despejos ou
contaminantes sanitários. Já a Classe B abrange fertilizantes cuja
matéria-prima é derivada de atividades urbanas, industriais ou agroindustriais,
cujo uso é autorizado pelo órgão ambiental competente (MAPA, 2020).
2.4.2 Adubação Orgânica
O adubo ou fertilizante orgânico é o produto de origem vegetal, animal
ou agroindustrial que aplicado ao solo proporciona a melhoria de sua
fertilidade e contribui para o aumento da produtividade e qualidade das
culturas (TRANI et al., 2013).
De acordo com os dados da Associação Brasileira das Indústrias de
Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abissolo), o mercado brasileiro de
fertilizantes orgânicos, minerais e organominerais, denominados especiais,
registrou um faturamento de R$ 22,193 bilhões no ano de 2022, representando um
crescimento de 33,2% em comparação ao ano de 2021. Em 2022, todas as categorias
de fertilizantes registraram crescimento, com destaque para os fertilizantes
minerais especiais, que apresentaram um aumento de 37%. Em seguida, os
fertilizantes orgânicos tiveram um incremento de 25,5%, enquanto os
organominerais cresceram 22,7%.
Os fatores fundamentais que impactaram o resultado positivo incluem a
ampliação da adoção desses insumos pelos agricultores, em virtude da difusão da
percepção de valor; a expansão das áreas cultivadas com culturas de elevada
importância econômica; o valor agregado aos produtos resultante dos avanços
tecnológicos incorporados; e o maior investimento em tecnologia agrícola,
motivado pela atratividade dos preços das commodities (ABISOLO, 2023).
Adicionalmente, os produtores compreenderam de forma mais aprofundada o
impacto dos fertilizantes orgânicos e organominerais na eficiência dos
processos nutricionais, no equilíbrio das propriedades químicas, físicas e
biológicas do solo, bem como na produtividade e qualidade do produto final
(ABISOLO, 2023).
Os adubos orgânicos promovem melhorias significativas nas propriedades
físicas, químicas e biológicas do solo. Do ponto de vista físico, eles
aprimoram a estrutura do solo, promovem melhor aeração, aumentam a capacidade
de armazenamento de água e favorecem a drenagem interna, além de mitigar
variações bruscas de temperatura que afetam processos biológicos e a absorção
de nutrientes pelas plantas. Em termos químicos, os fertilizantes orgânicos
enriquecem gradualmente o solo com macro e micronutrientes essenciais e
aumentam o teor de matéria orgânica. No que se refere às propriedades
físico-químicas, esses adubos melhoram a adsorção de nutrientes, reduzindo a
lixiviação de nutrientes devido à chuva ou irrigação, e aumentam a capacidade
de troca de cátions (CTC), o que contribui para uma fertilidade do solo
aprimorada. Finalmente, nas propriedades biológicas, os fertilizantes orgânicos
favorecem o aumento da biodiversidade de microrganismos benéficos, que auxiliam
na solubilização de fertilizantes e no controle de nematoides que atacam as
raízes das plantas (TRANI et al., 2013).
2.5 
Mercado Mundial e
Nacional da Agricultura Orgânica
Os produtos originários da agricultura orgânica são considerados
diferenciados em sua qualidade e recebem um selo orgânico, que é um selo de
qualidade, o qual indica que o produto foi cultivado e processado dentro das
normas estabelecidas internacionalmente ou para cada país (KHATOUNIAN apud
VILELA, 2019, p. 9).
Segundo a Global Agriculture (2024), em 2022 a área da produção orgânica
global chegou a 96,4 milhões de hectares, um marco significativo. Esse dado
representa um aumento expressivo de 26,6%, sendo assim, um aumento de 20,3
milhões de hectares a mais em relação ao ano anterior. Este crescimento foi
impulsionado por países como Austrália e Índia. A Austrália, por exemplo,
registrou um aumento de 17,3 milhões de hectares, se consolidando com a maior área
de agricultura orgânica, tendo um total de 53 milhões de hectares.
Além disso, foi registrado também, um aumento do número de produtores
orgânicos mundiais, superando os 4,5 milhões, com a Índia sendo o país com o
maior número. Em termos regionais, a Oceania detém mais da metade da área
global de agricultura orgânica, enquanto a Europa, América Latina, Ásia e
África também apresentam contribuições significativas.
No que diz respeito à proporção da agricultura orgânica em relação ao
total de terras agrícolas Liechtenstein (Principado europeu situado na região
dos Alpes entre Áustria e Suíça.) lidera com 43% de sua terra agrícola sob
manejo orgânico, seguido de Áustria (27,5%) e Estônia (23,4%).
Considerando a perspectiva global, apenas 2% da terra agrícola se
encontra em manejo orgânico, entretanto, diversos países registram percentuais
significativamente mais elevados.
O mercado global de alimentos orgânicos manteve sua trajetória de
crescimento, alcançando aproximadamente 135 bilhões de euros em 2022, evidenciando
o papel cada vez mais significativo da agricultura orgânica na promoção da
sustentabilidade e na garantia da segurança alimentar global.
Em cenário nacional, segundo dados do MAPA (2023), a produção orgânica
no Brasil demonstrou um crescimento expressivo, com a área cultivada expandindo
para aproximadamente 2,3 milhões de hectares. Esse aumento reflete o crescente
interesse por práticas sustentáveis, impulsionado por políticas governamentais
de incentivo e pela crescente demanda por produtos orgânicos nos mercados
interno e externo. A região Sudeste permanece como a principal área de
produção, seguida pelo Nordeste. Adicionalmente, o número de agricultores
orgânicos registrados também aumentou, sublinhando a relevância crescente desse
setor para a economia agrícola brasileira.
Em conformidade com os dados disponibilizados pelo Mundo do Marketing
(2023), O mercado de produtos orgânicos no Brasil apresentou um crescimento
contínuo, com um incremento de 16% no consumo de alimentos orgânicos em comparação
com os anos anteriores. A demanda por alimentos orgânicos atingiu
aproximadamente 46% da população brasileira, evidenciando um aumento na
conscientização sobre os benefícios associados a esses produtos. O Nordeste
destacou-se com a maior taxa de crescimento no consumo, passando de 32% em 2021
para 45% em 2023. Esse crescimento foi impulsionado pela crescente preferência
por alimentos isentos de agrotóxicos e por práticas agrícolas sustentáveis.
Conforme dados do MAPA (2023), as hortaliças apresentaram uma ascensão
de aproximadamente 35% do total de áreas cultivadas em manejo orgânico,
fazendo-se uma das principais categorias de produção orgânica do país. A
produção de hortaliças orgânicas demonstrou um crescimento significativo nas
regiões Sul e Sudeste, onde as condições climáticas e a infraestrutura de
suporte foram favoráveis ao incremento da produção.
3 MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Local do Experimento e
Tipo de Solo
O referente experimento foi realizado na propriedade rural Fazenda São
Vicente, situada no município de Itaverava, Minas Gerais, na região Olhos
D’água, altitude 1,120 metros, latitude 20°38’14” S e longitude 43°35’55” W. A
região é composta por Cambissolo Hálpico Distrófico, segundo dados da
Embrapa 2004 (AMARAL et al., 2004). O clima da região é tropical de
altitude, com temperatura média anual variada de 18°C a 22°C, com temperaturas
mais baixas durante o inverno.
A espécie estudada foi a Brassica oleracea var. Acephala
com mudas já apropriadas para o transplante a campo.
3.2 Delineamento Experimental
e Tratamentos
O delineamento experimental usado foi o DBC – delineamento em blocos
casualizados, com quatro blocos e cinco Tratamentos, sendo eles:
1. T1: Controle utilizando exclusivamente esterco
bovino como adubação inicial;
2. T2: Biofertilizante caseiro com 50 ml por canteiro
de 4m², diluído em concentração de 1% para evitar os riscos de fitotoxicidade. Biofertilizantes caseiros são ricos em nutrientes,
mas também podem conter compostos que, em concentrações elevadas, podem causar
queimaduras ou danos às folhas e raízes das plantas. O biofertilizante foi preparado utilizando: 1 kg
de farinha de osso; 1 kg de torta de mamona; 5 kg de esterco bovino; 5 kg de
esterco de aves em um galão de 20 litros, completando a mistura com água, onde
a mesma ficou em repouso por 30 dias (EUZÉBIO, 2018), em três aplicações
espaçadas entre 15 dias a partir do transplantio;
3. T3:
Biofertilizante comercial 5 ml por canteiro de 4m² diluído em uma bomba de
pulverização própria para biofertilizantes foliares de 5 litros, em três
aplicações espaçadas entre 15 dias, seguindo as recomendações de aplicação do
fabricante;
4. T4:
Biofertilizante caseiro + Biofertilizante comercial em três aplicações
espaçadas entre 15 dias a partir do transplantio com doses de 50 ml + 5 ml dos
respectivos Tratamentos diluídos em uma bomba de pulverização própria para
biofertilizantes foliares de 5 litros de capacidade.
5. T5: Esterco de
aves curtido + Biofertilizante caseiro a 50 ml por canteiro de 4m² em três
aplicações espaçadas entre 15 dias a partir do transplantio; sendo a aplicação
de esterco de aves curtido realizada por cova na hora do transplantio em uma
quantidade de 212g/cova, totalizando 8,5 toneladas/ha, segundo dados da EMBRAPA
(2006).
Todos os tratamentos utilizados
receberam esterco bovino.
3.3 Preparo do Terreno,
Semeadura e Irrigação
Esta preparação ocorreu no dia 27 de novembro de 2024, quando as chuvas
cessaram, e com a disponibilidade de mão de obra e maquinário. O terreno é
levemente íngreme, mas não atrapalhou a consecução do experimento.
Figura 1 Preparo do terreno
Legenda:
A) Preparo do terreno com Maquinário Agrícola – Arado de 3 Discos Reversível;
B) Terreno finalizado e pronto para a preparação dos blocos
O transplantio ocorreu no dia 01 de dezembro de 2024, fugindo de todo o
cronograma inicial. As mudas foram dispostas por delineamento em uma área de
80m² dividida em 20 parcelas de 4m², onde foram transplantadas 16 mudas em cada
parcela com o espaçamento de 0,50 cm por planta e também entre linhas. A
adubação de base foi realizada no momento da semeadura e consistiu na aplicação
de esterco bovino curtido. Foram colocados 199,5 g/cova de esterco, o que
equivale a 15,000 Kg ha¹, segundo recomendações da Embrapa (2020), e 212g/cova
de esterco de aves totalizando 8,500 Kg ha¹, segundo dados da EMBRAPA (2006),
junto ao esterco bovino nos canteiros T5.
Figura 2 Mudas transplantadas
Fonte: Acervo do Autor, 2024
As mudas transplantadas possuíam, no dia do plantio, cerca de 5 cm de
altura, com folhas medindo aproximadamente 2 cm de largura e cada uma delas,
possuía entre 2 e 3 folhas por muda.
A irrigação dos canteiros estava programada para ser realizada
diariamente, duas vezes ao dia, nos períodos da manhã e no final da tarde, mas
devido as chuvas, a irrigação ocorreu apenas 1x ao dia, nos fins de tarde, em
dias chuvosos; e 2x ao dia, em dias ensolarados. A irrigação foi feita de forma
manual, operando um regador de capacidade de 10 litros, totalizando 20 litros
por canteiro.
Passados 60 dias do transplantio das mudas, foi feita a avaliação dos
dados analisados.
Em todos os canteiros formados, foram excluídas as plantas de bordadura,
e 3 plantas da parte central dos canteiros foram selecionadas para a realização
das avaliações, onde foram analisados a altura das plantas com a utilização de
uma fita métrica; o diâmetro das plantas com a utilização de um paquímetro;
número total de folhas por planta; o número de folhas próprias para o consumo
que, conforme a metodologia de Novo et al. (2010), são as folhas que
apresentam tamanho maior que 8 cm, e peso das folhas comestíveis utilizando-se
de uma balança de precisão.
3.4 Tratos Culturais
Os tratos culturais realizados após o plantio foram principalmente as
aplicações com defensivos para o controle de pragas, doenças e plantas
daninhas. Foram realizadas quatro aplicações, que estão descritas a seguir:
·
Dia
01/12/2024 – Preparo dos canteiros e Tratamento das covas com esterco Bovino e
Esterco de Aves e Plantio das Mudas;
·
Dia
06/12/2024 – Por medida de segurança, após o 5º dia da realização do
transplantio, uma aplicação de água com detergente neutro foi realizada no
intuito de promover o controle de lagartas da espécie Ascia monuste orseis,
popularmente conhecida como curuquerê-da-couve.
·
Dia
15/12/2024 – Primeira aplicação de Fertilizantes e Biofertilizantes nas
plantas. Seguindo o proposto inicialmente. Todos os canteiros receberam seus
respectivos Biofertilizantes, com exceção do canteiro T1, que serviu como
Testemunha. Vale salientar que as fotos das aplicações de Biofertilizantes foi
feita de forma aleatória, não havendo foto de todos os canteiros.
Figura 3 Aplicação de Biofertilizante Comercial - Canteiro T3
Fonte: Acervo do Autor, 2024
As bombas utilizadas para a aplicação do Biofertilizante Caseiro, e do
Biofertilizante Comercial não eram as mesmas. Optou-se por utilizar duas bombas
distintas para evitar qualquer tipo de “contaminação”. Isso também ajuda a manter
a eficácia de cada tipo de biofertilizante, já que eles possuem componentes ou
características diferentes.
·
Dia
26/12/2024 – Aplicação de Óleo de Neem para controle de pragas como ácaros,
pulgões, cochonilhas e besouros. O óleo foi aplicado em todos os canteiros. A
azadiractina é a principal substância tóxica presente na planta do Neem. É um
composto tetraterpênico (limoneno) facilmente solúvel em água e álcool. É
sensível aos raios ultravioleta e pode ser eliminado do meio ambiente em cerca
de 20 dias. Sua função é inibir a alimentação dos insetos, afetar o
desenvolvimento e crescimento das larvas, reduzir a fecundidade e fertilidade
dos adultos, mudar o comportamento, causar diversas anormalidades nas células e
na fisiologia dos insetos, e até causar a morte de um pequeno número de ovos e
larvas (MARTINEZ, 2002).
·
Dia 30/12/2024 – Realizada a
segunda aplicação de Biofertilizantes nos canteiros de 2 à 5.
No dia desta aplicação, foi
realizada também, uma capina manual para retirada de ervas daninhas e demais
plantas que cresciam juntamente com as mudas de couve. Essa capina manual foi
feita para manter a integridade dos canteiros evitando que estas plantas se
tornassem chamariz para insetos, por exemplo.
·
Dia 06/01/2025 – Foi necessário a
aplicação de formicida ao redor dos canteiros e do formigueiro. Não havia sido
feito nenhum Tratamento prévio contra ataques de formigas, uma vez que se trata
de um experimento sobre agricultura orgânica, e a prevenção contra este tipo de
ataque é feito através de substâncias químicas. Por este motivo a aplicação se
deu ao entorno dos canteiros, e não entorno das plantas já desenvolvidas.
Felizmente o ataque ocorreu apenas no canteiro 1 do T1, mas infelizmente todas
as plantas deste canteiro foram acometidas pelas formigas.
Figura 4 Resultado do ataque das formigas saúvas no Canteiro 1 do T1
Fonte:
Acervo do autor, 2025
·
Dia 17/01/2025 – Foi realizada a
última aplicação de Biofertilizantes nos Canteiros de T2 à T5. Esta aplicação
seria realizada no dia 15/01, porém não foi possível devido às chuvas que
caíram no local do experimento, inviabilizando a progressão do experimento.
Figura 5 Última aplicação de Biofertilizantes
Fonte:
Acervo do autor, 2025
·
Dia 02/02/2025 – Colheita das
plantas já maduras e prontas para o consumo e análise dos dados.
Os
dados obtidos foram submetidos a ANOVA e as médias avaliadas pelo teste de
Tukey a 5% de probabilidade.
3.5 Avaliações
Os tópicos seguintes descrevem as avaliações necessárias para o
desenvolvimento do estudo, tais como: altura e diâmetro das plantas, número de
folhas totais da planta, número de folhas próprias para o consumo e peso das
folhas comestíveis.
3.5.1 Altura e Diâmetro do Caule
A mudas foram dispostas em 5 blocos de 4 canteiros, onde foram plantadas
16 mudas por canteiro. Durante o processo de mensuração das mudas, foram
descartadas as mudas de bordadura e selecionadas 3 mudas centrais, de forma
aleatória para serem medidas. Todas as mudas, no momento do plantio, possuíam 3
folhas.
O descarte das mudas de bordadura para efeitos do experimento foi feito
conforme orientado por Storck et al. (2011), que pontuou que as plantas
de bordadura podem ocasionar erros experimentais, pois induzem a uma competição
intra e interparcelar. Estes autores destacam que, além desse efeito bordadura,
outros fatores podem gerar erros nas análises como a heterogeneidade das
unidades experimentais, incidência de doenças, pragas e plantas daninhas,
heterogeneidade do material experimental, tratos culturais e Tratamentos
aplicados em experimentos anteriores.
As medições foram realizadas 3 dias após cada fertilização, sendo: 03/12
e 03/01. Sendo realizada uma última medição dia 02/02, após a colheita das
folhas de couve.
3.5.2 Número de folhas totais da planta, número de
folhas próprias para o consumo e peso das folhas comestíveis
Esta
avaliação foi feita considerando o número de folhas iniciais x o número de
folhas totais das plantas. Após fazer essa mensuração, foi feita a análise das
folhas de cada planta, afim de verificar a quantidade de folhas que seriam
próprias para o consumo, considerando, conforme Lana e Tavares (2010) e
Oliveira et al. (2015):
·
Aparência das folhas – As folhas
próprias para o consumo estavam na cor verde vibrante, sem sinais de
amarelamento ou descoloração. Foram excluídas aquelas que apresentavam manchas
escuras, buracos ou sinais de murchamento, pois podem indicar deterioração ou
presença de pragas;
·
Textura – Neste aspecto, foram
consideradas as folhas que estavam firmes e crocantes. As folhas que pareciam
murchas, ou com as bordas secas foram descartadas por não apresentarem
condições ideais de consumo;
·
Tamanho e formato – Foram
consideradas as folhas com os tamanhos de médio a grande, avaliando-se pé por pé
de couve, com bordas inteiras e sem sinais de corte ou rasgo. As folhas muito
pequenas, ou muito grandes podem ser menos saborosas ou mais fibrosas;
·
Presença de insetos ou sujeira –
As folhas que apresentavam sinais de insetos (como teias de aranha ou buracos)
foram descartadas, mesmo que tal sinal estivesse somente nas bordas.
Visualmente,
houve uma grande diferença entre o montante de folhas próprias para o consumo
entre cada tipo de Tratamento depositado em cada grupo de mudas de couve.
4 RESULTADO E DISCUSSÃO
Após a coleta de dados e o processamento estatístico foram obtidos os
resultados que possibilitaram avaliar quais biofertilizantes tiveram melhores
resultados para o cultivo de Brassica
oleracea var.
acephala. Além disso, foi possível observar que houve diferença
estatística para as seguintes variáveis comparando os resultados dos
Tratamentos utilizados em relação ao T5: Diâmetro do caule, Folhas Totais,
Folhas comestíveis por planta e Peso Médio das Folhas quando analisados pelo
Teste de Tukey. No que concerne à altura, o T5 também apresentou diferença
estatística em comparação aos outros tratamentos, mas não houve grandes
diferenças entre os blocos. Apesar
de haver diferenças significativas visualmente no experimento, ao analisar os
dados estatísticos, essa diferença não se torna tão aparente.
4.1 Altura
Toda diferença entre médias igual ou
superior a 9,12 é significativa a 5% de probabilidade.
Tabela 1 Análise de variância dos dados de altura em cm/planta
|
Fv |
GL |
SQ |
QM |
F |
|
Blocos |
3 |
5,2921 |
1,764 |
0,11 (ns) |
|
Tratos |
4 |
286,0769 |
71,5192 |
4,37* |
|
Resíduo |
12 |
196,5403 |
16,3783 |
|
|
Total |
19 |
|
|
|
Fonte: Dados do autor, 2025
*: Significativo a 5%
de probabilidade. (ns): Não significativo.
Coeficiente
Variável 12,75%. Desvio Padrão: 31,73 cm/planta. S = √QMR = 4,047
A análise de variância (ANOVA) da variável
altura (cm/planta) revelou que os tratamentos (biofertilizante caseiro +
esterco de aves) resultaram em diferenças significativas (F = 4,37, p <
0,05), evidenciando que os diferentes compostos testados influenciaram de
maneira distinta o crescimento das plantas.
Tabela 2 Médias da altura (cm/planta) pelos tratamentos, analisadas
pelo Teste de Tukey a 5%.
|
Tratamento |
|
|
b |
|
T1 |
27,88 |
|
b |
|
T2 |
31,12 |
a |
b |
|
T3 |
29,31 |
|
b |
|
T4 |
31,5 |
a |
b |
|
T5 |
38,83 |
a |
|
Fonte: Dados do autor, 2025
T1: Testemunha; T2:
Biofertilizante Caseiro; T3: Biofertilizante Comercial; T4: Biofertilizante
Caseiro + Biofertilizante Comercial; T5: Biofertilizante Caseiro + Esterco
Bovino + Esterco de Aves.
Médias seguidas pela
mesma letra, não diferem significativamente entre si.
O teste de Tukey, aplicado
ao nível de 5% de probabilidade, permitiu a comparação entre as médias dos
tratamentos, sendo que o tratamento T5 (Biofertilizante Caseiro + Esterco
Bovino + Esterco de Aves) apresentou a maior altura média (38,83 cm), superior
aos tratamentos T1 (Testemunha) e T4 (Biofertilizante
Caseiro + Biofertilizante Comercial). Embora o T5 tenha se destacado, T2
(Biofertilizante Caseiro) e T4
não diferiram estatisticamente entre si, sugerindo que a combinação de
biofertilizante caseiro com esterco bovino e de aves proporciona um benefício
adicional no crescimento da altura da planta. Já o tratamento T1
obteve a menor média, confirmando que a ausência de biofertilizantes e esterco
resultou em um menor desenvolvimento vegetal.
Neste experimento foi encontrado uma média de altura entre 28 e 37 cm.
Não sendo uma variação muito diferente e se aproximando da altura encontrada
por Steiner et al. (2009), onde o autor encontrou valores entre 16 e 25
cm de altura, em sua pesquisa com diferentes qualidades de composto orgânico em
couve. Na pesquisa realizada por Azevedo et al. (2012), ao analisarem o
desempenho agrícola de 36 genótipos distintos de couve, observaram que a altura
dessa planta pode oscilar entre 31,20 cm e 83,35 cm, dependendo do genótipo. Na
pesquisa, estes autores mantiveram o cultivo por mais de 60 dias.
Em vista disso, os achados obtidos neste estudo se igualaram à altura
mínima observada por Azevedo et al. (2012) em cultivo convencional,
demonstrando que a aplicação de biofertilizantes isoladamente não foi
suficiente para promover o crescimento vertical das plantas. O resultado que
mais se aproximou e que poderia ser avaliado em relação ao aumento da dose para
atingir o padrão desejado foi o Esterco de aves curtido combinado com
Biofertilizante caseiro. Uma das possíveis explicações para essa variação na
altura das plantas é que a absorção de nutrientes ocorre de maneira mais rápida
na produção convencional em comparação com a adubação orgânica, onde a
liberação de nutrientes é mais demorada.
4.2 Diâmetro do Caule
Toda
diferença entre médias igual ou superior a 2,38 é significativa a 5% de
probabilidade.
Tabela 3 Análise de variância dos dados de diâmetro do caule em
mm/planta
|
FV |
GL |
SQ |
QM |
F |
|
Blocos |
3 |
4,6109 |
1,5369 |
1,37 (ns) |
|
Tratos |
4 |
25,1605 |
6,290 |
5,61** |
|
Resíduo |
12 |
13,4505 |
1,1209 |
|
|
Total |
19 |
|
|
|
Fonte: Dados do autor, 2025
**: Os
tratamentos se diferem significativamente entre si ao nível de 5 e 1% de
probabilidade.
Coeficiente
Variável: 7,83%. Desvio Padrão: 13,516 mm/planta. S = √QMR = 1,0587.
A análise de variância para o
diâmetro do caule revelou uma diferença significativa entre os tratamentos (F =
5,61, p < 0,01), enquanto os blocos não apresentaram efeito significativo (F
= 1,37, p > 0,05), indicando que a variação entre os blocos experimentais
não afetou de maneira relevante a espessura dos caules. O teste de Tukey
demonstrou que o tratamento com a combinação de biofertilizante caseiro e
esterco (T5) foi significativamente superior aos tratamentos T1, T2 e T3 (p
< 0,05), com uma média de 15,42 mm de diâmetro do caule, sugerindo que essa
combinação de fontes de nutrientes pode melhorar a estrutura vegetativa das
plantas. O tratamento T4 (biofertilizante caseiro + biofertilizante comercial),
com média de 14,1 mm, não apresentou diferença estatística em relação ao T5,
mas foi superior a T1 (13,01 mm) e T2 (12,75 mm), os quais não diferiram entre
si.
Tabela 4 Médias do diâmetro do caule (mm/planta) pelos tratos,
analisadas pelo Teste de Tukey a 5%.
|
Tratos |
|
|
|
|
T1 |
13,012 |
|
b |
|
T2 |
12,75 |
|
b |
|
T3 |
12,29 |
|
b |
|
T4 |
14,1 |
a |
b |
|
T5 |
15,417 |
a |
|
Fonte: Dados do autor, 2025
Médias seguidas pela
mesma letra não diferem significativamente entre si.
Esses achados reforçam a literatura
existente, que indica que o uso de biofertilizantes e esterco não apenas
favorece o crescimento radicular, mas também contribui para o aumento do
diâmetro do caule, o que pode aumentar a resistência das plantas ao vento e
melhorar sua estrutura geral. A combinação de diferentes fontes de nutrientes
(como no tratamento T5) tende a ser mais eficaz na promoção do crescimento
estrutural da planta, contribuindo para caules mais robustos e, portanto, mais
capazes de sustentar a planta em condições ambientais adversas.
No diâmetro de caule não houve diferença significativa entre as médias
dos Tratamentos utilizados. O biofertilizante caseiro utilizado no T2 e o Biofertilizante
comercial utilizado no T3, apresentaram o mesmo padrão, demonstrando que o uso
destes biofertilizantes sem associação a outro Tratamento não é eficiente para
que a planta tenha um caule mais firme e que sustente o peso da planta. Visto
isso, caso esse experimento durasse mais tempo, possivelmente essas plantas
necessitariam de poda.
Conforme mencionado por Novo et al. (2010), o tamanho do caule
é bastante relevante para o melhoramento, uma vez que está ligado à perda de
vegetais devido à força do vento, que pode levar ao desmoronamento das plantas
se estas não tiverem um tronco com a largura apropriada para seu suporte.
Entretanto, Chakwizira (2007) observa que o tamanho do caule é fortemente
afetado pelas condições climáticas do local onde são cultivadas. Justificando
assim, a ausência de caules mais grossos e firmes.
Azevedo et al. (2012), comenta que o diâmetro do caule em couve
tradicional pode oscilar entre 8,70 mm e 22,39 mm, dependendo do genótipo,
levando à conclusão de que qualquer tipo de adubação orgânica aplicada neste
estudo resultou em um desenvolvimento satisfatório do diâmetro do caule, não
apresentando, assim, diferenças em relação aos resultados da produção
convencional. Entretanto, diâmetros de caule mais amplos são preferíveis, pois
reduzem a necessidade de suporte.
4.3 Folhas Totais
Toda
diferença entre médias igual ou superior a 2,77 é significativa a 5% de
probabilidade.
Tabela 5 Análise de variância dos dados de Folhas Totais por Planta.
|
FV |
GL |
SQ |
QM |
F |
|
Blocos |
3 |
7,4969 |
2,499 |
1,65 (ns) |
|
Tratos |
4 |
38,8762 |
9,719 |
6,42** |
|
Resíduo |
12 |
18,1714 |
1,5143 |
|
|
Total |
19 |
|
|
|
Fonte: Dados do autor, 2025
**: Os tratamentos se
diferem significativamente entre si ao nível de 5 e 1% de probabilidade.
Coeficiente
Variável: 7,82%. Desvio Padrão: 15, 744 folhas/planta. S = √QMR = 1,2306.
Na avaliação número total de folhas por planta, o canteiro 4 obteve os
melhores resultados, apresentando as maiores médias em quase todos os
tratamentos, considerando os tipos de tratamento, o T5 mostrou o melhor
desempenho geral, com maior número médio de folhas e menor variação. O
Tratamento T1 foi o menos eficiente, especialmente devido ao Canteiro 1, onde
não houve folhas para análise.
Tabela 6 Médias de Folhas Totais por planta pelos tratamentos,
analisadas pelo Teste de Tukey a 5%.
|
Tratos |
|
|
|
|
T1 |
14,22 |
|
b |
|
T2 |
16,08 |
a |
b |
|
T3 |
15,33 |
|
b |
|
T4 |
14,83 |
|
b |
|
T5 |
18,25 |
a |
|
Fonte: Dados do autor, 2025
Médias
seguidas pela mesma letra não diferem significativamente entre si.
No que se refere ao número de
folhas totais por planta, a ANOVA indicou que os tratamentos influenciaram
significativamente essa variável (F = 6,42, p < 0,01). O teste de Tukey
revelou que o T5 foi superior aos demais tratamentos, apresentando uma
média de 18,25 folhas por planta, seguido por T2 (16,08 folhas). Os tratamentos T4 (14,83 folhas) e T1 (14,22 folhas) não diferiram significativamente entre
si, sendo o T5 o
único que resultou em um número de folhas significativamente maior.
A variação nos valores entre os canteiros confirma as análises
encontradas nos outros quesitos analisados de que fatores externos, como
condições ambientais e diferenças na aplicação do tratamento, influenciam nos
resultados.
De acordo com Costa (2033, p. 10), quanto mais variada for a
composição básica do biofertilizante, mais rico ele tende a ser em nutrientes
essenciais às plantas superiores, fitorreguladores, enzimas, antibióticos, vitaminas
e microrganismos benéficos.
4.4 Folhas Comestíveis
Toda
diferença entre médias igual ou superior a 2,506 é significativa a 5% de
probabilidade.
Tabela 7 Análise de variância dos dados de Folhas Comestíveis por
Planta.
|
FV |
GL |
SQ |
QM |
F |
|
Blocos |
3 |
7,8927 |
2,6309 |
2,13 (ns) |
|
Tratos |
4 |
60,7814 |
15,1953 |
12,30** |
|
Resíduo |
12 |
14,8196 |
1,235 |
|
|
Total |
19 |
|
|
|
Fonte: Dados do autor, 2025
**:
Os tratamentos se diferem significativamente entre si ao nível de 5 e 1% de
probabilidade.
Coeficiente
Variável: 12,65%. Desvio Padrão: 8,784 folhas/planta. S = √QMR = 1,113.
A
análise de variância para a variável "folhas comestíveis por planta"
também evidenciou diferenças significativas entre os tratamentos (F = 12,30, p
< 0,01), com o T5
(Biofertilizante Caseiro + Esterco Bovino + Esterco de Aves) apresentando o
maior número de folhas comestíveis (11,75 folhas), seguido por T4 (9,0 folhas) e T3 (8,58 folhas), ambos
superiores ao tratamento T1
(6,33 folhas). O T5
foi significativamente superior a todos os tratamentos, indicando que o uso
combinado de biofertilizantes e esterco não só melhora o número total de
folhas, mas também favorece o aumento das folhas comestíveis, que são as de
maior interesse para consumo.
Tabela 8 Médias de Folhas Comestíveis pelos tratamentos, analisadas
pelo Teste de Tukey a 5%.
|
Tratos |
|
|
|
|
|
T1 |
6,33 |
|
|
c |
|
T2 |
8,25 |
|
b |
c |
|
T3 |
8,58 |
|
b |
c |
|
T4 |
9,00 |
|
b |
|
|
T5 |
11,75 |
a |
|
|
Fonte: Dados do autor, 2025
Médias seguidas pela
mesma letra não diferem significativamente entre si
Esse dado sugere que o uso de
biofertilizantes e esterco pode influenciar positivamente não apenas a
quantidade de folhas, mas também a qualidade das mesmas, aumentando a
produtividade do cultivo e potencialmente a viabilidade comercial da cultura de
couve.
Azevedo et al. (2012) identificaram quantidades que variavam de
8,33 a 20,58 em relação ao total de folhas e de 0,50 a 4,42 referentes às
folhas comestíveis na produção de couve convencional. Isso demonstra que os
números totais de folhas obtidos neste estudo estão alinhados com a média dos
vários genótipos. No entanto, a quantidade de folhas comestíveis registrada
superou a observada entre os diferentes genótipos na produção convencional.
Portanto, biofertilização atrelada ao Esterco de Aves demonstrou ser eficaz no
crescimento das folhas em tamanho.
4.5 Peso Médio das Folhas
Comestíveis (g/folha)
Toda
diferença entre médias igual ou superior a 4,01 é significativa a 5% de
probabilidade.
Tabela 9 Análise de variância dos dados de Peso Médio das Folhas
Comestíveis em g/folha.
|
FV |
Gl |
SQ |
QM |
F |
|
Blocos |
3 |
15,5382 |
5,1794 |
1,63 (ns) |
|
Tratos |
4 |
238,3761 |
54,5940 |
18,77** |
|
Resíduo |
12 |
38,0921 |
3,1743 |
|
|
Total |
19 |
|
|
|
Fonte: Dados do autor, 2025
**: Os tratamentos se diferem
significativamente entre si ao nível de 5 e 1% de probabilidade.
Coeficiente Variável: 16,27%.
Desvio Padrão: 10,953 g/planta. S = √QMR = 1,7816.
A ANOVA para o peso médio das
folhas comestíveis indicou diferenças significativas entre os tratamentos (F =
18,77, p < 0,01), com o tratamento T5 (Biofertilizante Caseiro + Esterco Bovino + Esterco
de Aves) mostrando o maior peso médio das folhas comestíveis (17,47 g/folha),
seguido por T4
(10,36 g/folha). O tratamento T5 foi significativamente superior aos demais,
corroborando a hipótese de que a combinação de biofertilizantes com esterco
resulta em um maior desenvolvimento das folhas, o que impacta diretamente na
produção de biomassa comestível.
Tabela 10 Médias do peso das folhas comestíveis (g/folha) nos tratos,
analisadas pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade.
|
Tratos |
|
|
|
|
T1 |
7,13 |
|
b |
|
T2 |
9,87 |
|
b |
|
T3 |
9,94 |
|
b |
|
T4 |
10,36 |
|
b |
|
T5 |
17,47 |
a |
|
Fonte: Dados do autor, 2025
Médias seguidas pela mesma letra
não diferem significativamente entre si.
No que concerne o peso das folhas, houve uma diferença estatística
entre o Tratamento 5 e os demais Tratamentos, indicando que o uso de
Biofertilizante Caseiro, em associação ao Esterco de Aves propicia o aumento da
Produção de folhas, uma vez que é rico em nitrogênio, atuando no
desenvolvimento vegetativo, favorecendo o crescimento das folhas, o que pode
resultar em um aumento do tamanho e, consequentemente, do peso das folhas. Além
de melhorar a saúde da planta, tornando-a mais resistente a doenças e pragas.
Levando a um crescimento mais robusto, com folhas mais volumosas e pesadas.
Na avaliação do peso de folhas comestíveis, o esterco bovino + esterco
aves diferiu muito do restante dos Tratamentos, e os Tratamentos com
biofertilizante caseiro sem associação, biofertilizante comercial sem
associação, e biofertilizante caseiro + biofertilizante comercial, não
apresentaram diferença estatística significativa, demonstrando que neste
quesito, é indiferente o tipo de biofertilizante utilizado.
Na pesquisa elaborada por Santos (2024), foi notado que a taxa de
crescimento das plantas sem fertilizante era menor e irregular. As folhas e o
tronco dessas plantas eram menores em comparação às que receberam adubação. As
plantas tratadas com biofertilizante mostraram um desenvolvimento semelhante ao
das mudas que foram cultivadas com fertilizante mineral. A quantidade de folhas
e a espessura do caule eram praticamente iguais, demonstrando uniformidade no
tamanho das folhas e na tonalidade e dimensão das plantas. A única diferença
foi que uma das plantas fertilizadas com biofertilizante não apresentou o mesmo
resultado. O crescimento da couve, sem o uso de fertilizante, foi ligeiro entre
30 e 45 dias, chegando a ser quase imperceptível.
Esta pesquisa diferiu em resultados quando comparado à pesquisa
realizada por Santos (2024), conforme descrito acima. Muitos fatores podem ter
influenciado na diferença de resultados obtidos. Pode-se citar como resultado
semelhante, a pesquisa realizada por Nascimento (2016), onde foi comparada
produção de couve com o uso de 2 tipos de Biofertilizantes – Esterco Bovino e
Esterco de Aves –, onde o resultado demonstrou que o Tratamento com Esterco de
Aves proporcionou maior crescimento das plantas em comparação com a aplicação de
Esterco Bovino. Neste estudo, o uso de Esterco de Aves foi feito em associação
com Esterco Bovino, e a produção de couve neste Tratamento apresentou uma
diferença, visual, significativa em relação aos outros Tratamentos.
5 CONCLUSÃO
Com base nos resultados obtidos, conclui-se que a
associação do biofertilizante caseiro com esterco bovino e esterco de aves
mostrou-se uma alternativa viável para o cultivo da couve, proporcionando
ganhos significativos em produtividade de maneira sustentável e com baixo custo.
O tratamento T5 destacou-se em todas as variáveis analisadas, evidenciando a
eficácia dessa combinação na melhoria do crescimento e desenvolvimento da
cultura.
A supervisão constante, incluindo rega diária e
controle fitossanitário contra pragas como pulgões e insetos, contribui para
uma produção eficiente em média escala. Além disso, a disponibilidade de
nutrientes promovida pela combinação de biofertilizantes e esterco favorece a
estrutura do solo, otimizando a absorção de água e nutrientes pelas plantas.
Do ponto de vista econômico e ambiental, essa
abordagem se apresenta como uma estratégia promissora, reduzindo a dependência
de fertilizantes químicos e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis. O
manejo adequado dos parâmetros nutricionais, aliado ao uso de adubação
orgânica, não apenas melhora o desempenho agronômico da couve, mas também
reforça a viabilidade dessa técnica para sistemas de produção ecológicos.
Portanto, a utilização de biofertilizantes associados
ao esterco bovino e de aves configura-se como uma alternativa eficiente para a
produção de hortaliças, trazendo benefícios tanto para o produtor quanto para o
meio ambiente. Essa prática representa uma solução sustentável para a
agricultura, contribuindo para a melhoria da qualidade do solo, aumento da
produtividade e redução do impacto ambiental.
6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGROLINK. Fertilizantes organominerais. Disponível em: https://www.agrolink.com.br/fertilizantes/outros-insumos/fertilizantes-organominerais_457360.html. Acesso em: 21 jun. 2024.
ALVES, K. Produção de Couve Manteiga em Resposta a Aplicação de
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